A lei da colheita



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Ao longo de nossas vidas colhemos flores e espinhos. O que você tem colhido em sua vida, mais flores ou mais espinhos? Se a resposta for flores está no caminho que te levará ao jardim da vida, mas se for espinho está na hora de mudar de direção.
Para com o tempo colhermos bons frutos é necessário plantarmos as boas sementes que estão como germinarão em nós – a semente do amor, da felicidade, da solidariedade, da compaixão, do altruísmo, da empatia, da mansidão, da alegria e da fé. Como pessoas fracas muitas das vezes nós seres humanos dotados de super poderes colocamos nossas vidas nas mãos de pessoas ou de deuses totalmente destrutivos e quanto mais dessas insanidades passamos a cometer mais asfixiamos nossa capacidade de criarmos habilidade para cessarmos as guerras dentro de nós. Já não nos bastam as intempéries da vida? Porque então dar ao outro o poder de nos conduzir pelas rodovias da vida?
O que nos faltava é revelado. O segredo é: quanto mais acreditarmos em nós mesmos mais capazes seremos de cultivar o amor pela vida. Quanto mais formos responsáveis nós iremos colher coisas boas, dos dois lados, tanto do negativo extrairemos pérolas como do positivo jóias preciosas. Quanto mais acreditarmos em nós e aprendermos a lidar com as conseqüências dos nossos atos, colheremos mais coisas purificadas do que impuras. Assim, a insanidade vai sendo substituída pela sanidade. Então, logo começaremos a ver as evidências acontecerem e com entusiasmo e motivação aprenderemos a confiar em nós mesmos.
Com a confiança estabelecida não sobra espaço para o medo. O desconhecido passa a ser prazeroso e essa substituição de prazeres é compensadora. Passaremos a perceber que as pessoas mais ricas da sociedade não são as que presidem grandes empresas, têm um numero elevado de ações nas bolsas de valores ou estão nas listas dos multimilionários, mas sim aquelas que conseguem colher tempo para relaxar, encontrar amigos, sonhar, amar, cultivar toda a natureza dentro de si até mesmo uma pequena flor. As capazes de fazer do perfume de uma flor, do beijo de um filho, do diálogo com os pais, do sorriso de uma criança um momento mágico, uma experiência sublime. Quem faz pouco do muito, ainda que tenha bilhões de dólares, será sempre um miserável que viverá migalhas de prazer nessa brevíssima e complexa existência. Fará parte da imensa lista dos esfomeados que povoam o tecido da sociedade moderna. Algumas da muitas características dos fracos são; medo, insegurança, sentimento de inferioridade, auto-piedade, falta de amor-próprio, desleixamento, conformismo, imediatismo, nível de ansiedade sempre elevado, preguiça, procrastinação, apatia, egocentrismo etc. para esses a vida é um pesadelo sem fim. Vivem à margem do caos. Nunca preenchem suas lacunas com o adubo da vida; o amor, a paciência, a tolerância, são apenas mais um vegetal entre as hortaliças. Plantam como colhem apenas espinhos.
Dos guerreiros se escuta que o futuro tem muitos nomes. Para os fracos é o inatingível. Para os temerosos o desconhecido. Para os valentes, é a oportunidade de semear no solo fértil da vida sementes intrínseco do amor, da esperança e da fé.
A lei da colheita foi vigorada pelos valentes e o segredo foi revelado aos fracos. Cabe-nos agora somente ararmos a terra e decidirmos se queremos plantar flor ou espinho. Faça a sua escolha.

André S. Kura